sexta-feira, 13 de março de 2015

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História da moda - 1900 a 1960

Bom dia, Mulherzinhas!
Continuando nossa série de história da moda, hoje falaremos do período de 1900 a 1960.
1900 a 1910 – A moda sai da era vitoriana caracterizada pelo uso do espartilho para um novo conceito na busca pela praticidade e conforto. Os trajes masculinos não dispensam o chapéu, sobre-casaca, fraque e uma variedade de sapatos. A Belle Époque com toda a sua efervescência foi considerada uma era de ouro da beleza e inovação. Em meados da primeira década de 1900, Paul Poiret, revoluciona a moda deslocando a cintura para baixo dos seios, desapertando a silhueta formal e eliminando o espartilho, trazendo assim um novo conceito de moda pautado no conforto e no luxo dos tecidos leves.
1920 - A estilista Gabrielle Chanel surge com seus ideais de mulher moderna, com ternos e elegância em suas criações. Uma marca eternizada no mundo da moda. Os vestidos femininos de uso diário dos anos 20 variavam entre altura do tornozelo e a batata da perna.
Com o conceito de praticidade e conforto em alta, as pessoas menos favorecidas já podiam confeccionar suas roupas. Muitas mulheres aprenderam a costurar e produziam seus próprios looks. Os vestidos de corte reto foram o sucesso do momento. Com as pernas a mostra, as meias ganharam destaque e foram se popularizando. Os cabelos eram curtinhos, lisos, evidenciando as formas da cabeça. Os homens também abandonaram o excesso e as roupas estritamente formais.
1930 – Momento em que o mundo sentiu a queda da bolsa de valores de Nova York em 1929. Empresas faliram e a moda foi se tornando menos ousada. A moda era mais sombria e mais sofisticada. As curvas femininas voltaram a ser valorizadas. Os cabelos ficaram longos e penteados em ondas. As saias iam até o tornozelo e os vestidos eram justos e retos. As peças ganharam uma nova modelagem, o corte enviesado godê ou apenas godê. Pela primeira vez foram expostas as formas das nádegas. O suéter passou a ser usado no cotidiano e surgiram também os conjuntos, que podiam ser combinados: saias, casacos e vestidos. As luvas se tornaram acessórios do momento. Foram lançadas as sapatilhas, saltos, tamanho médio e sapatos bicolores.
Surgem então como lançadoras de tendências as atrizes de Hollywood. Com a depressão, as pessoas buscavam no cinema uma forma de enfrentar as dificuldade e seguir com a nova situação. Nomes como Marlene Dietrich, Mae West, Katharine Hepburn, Jean Harllow e Greta Garbo tornaram-se as grandes estrelas. Coco Chanel, Madeleine Vionnet, Elsa Schiaparelli e Jeanne Lanvin eram as famosas estilistas da época.
1940 – Por conta da guerra, as regras de racionamento tornaram-se cada vez maiores, e até a quantidade de tecido era limitada. As mulheres tiveram que reciclar o seu guarda-roupa e buscar a criatividade em materiais alternativos para obter novas peças. Muitas maisons fecharam em Paris e a moda passou a ter influências da América. As  mulheres foram obrigada a trabalhar. As roupas passaram a ter um caráter utilitário com o objetivo de serem práticas e confortáveis para o trabalho inspiradas nas fardas militares. O conjunto saia-casaco se tornou o mais usado na época. Cinturas finas, saias com pregas finais, chapéus e luvas além de blusas justas e a forma do ombro quadrada ganharam as ruas. As saias voltaram a encurtar e os calçados eram masculinizados e de couro brilhante. Os colantes foram substituídos por meias tipo soquete. Os cabelos eram longos e presos por grampos. Com o racionamento do uso do náilon, que eram usados para a fabricação de paraquedas, as mulheres passaram a pintar linhas nas pernas com lápis para criar a ilusão do uso da meia calça.
1950 – A década de 50 é conhecida como Anos Dourados. É marcada pela sensualidade e pela época juvenil com muito Rock and roll. Os vestidos e as saias eram longos, que arrastavam no chão. Eram com babados e rodados, e especialmente acinturados. Os vestidos curtos também estavam em alta, eram rodados e com cores fortes. Suéter, jeans, cigarretes e saias rodada eram usados pela juventude. Luvas de couro, renda e seda faziam parte do look.
Os modelitos de Dior foram sendo substituídos pelas criações de Coco Chanel com saia-line e trança-aparado, casaco estilo jaqueta. Surge uma linha de saias godê para serem usadas com blusas diversas. Peças de tricô também se tornaram comuns no guarda-roupa. Surge a bainha sereia e as adolescentes já iniciam o uso da calça comprida. O estilo “dona de casa” era o objetivo principal da mulher pós guerra, que teria que cuidar do marido e da casa. A silhueta ampulheta foi valorizada. Nesta época surge também o consumo da lingerie. As peles eram consideradas símbolo de status.
As atrizes Grace Kelly e Audrey Hepburn eram símbolos de beleza pelo estilo sensual e jovialidade assim como atrizes Rita Hayworth e Ava Gardner. Em busca de algo mais jovial na moda, os adolescentes criaram a moda colegial, inspirada no sportwear. As moças usavam, além das saias rodadas, calças cigarrete até os tornozelos, sapatos baixos, suéter e jeans. As meninas usavam cabelos longos e retos, as adolescentes usavam rabo de cavalo, e as mulheres adultas usavam curto, ondulado ou crespo.
1960 – A década de 60 foi marcada por transformações no mundo da moda. O ídolo do Rock Elvis Presley lança a tendência do uso de jaquetas de couro, topete e jeans. As moças começavam abandonar as saias rodada pelas calças cigarrete, em busca da liberdade.
A chamada “geração beat”, começava a se opor à sociedade de consumo vigente. A partir daí a transformação na moda seria radical. Era o fim da moda única e o vestir se baseava cada vez mais ao comportamento das pessoas.
Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant: "A ideia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou". Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as ideias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris. O sucesso de Quant abriu caminho para outros jovens estilistas, como Ossie Clark, Jean Muir e Zandra Rhodes. Na América, Bill Blass, Anne Klein e Oscar de la Renta, entre outros, tinham seu próprio estilo, variando do psicodélico [que se inspirava em elementos da art nouveau, do oriente, do Egito antigo ou até mesmo nas viagens que as drogas proporcionavam] ou geométrico e o romântico.
Os jovens passaram a ter uma moda com a cara deles e de seu comportamento, não mais a moda de seus pais. Surgiram variedades nas estampas, cores e fibras. As fibras sintéticas se popularizaram e passaram a se misturar as naturais.
Surge então uma modelo magra, com cabelo curto e cílio inferiores pintados com delineador. Twiggy se tornou um ícone da moda dos anos 60 e definiu até os dias atuais o chamado padrão de beleza.
A moda masculina foi influenciada pelos Beatles, com paletós sem colarinho de Pierre Cardin e o cabelo de franjão. Os mods, com paletó cintado, gravatas largas e botinas. A gola rolê fez sucesso no guarda-roupa masculino.
O avanço da tecnologia e as conquistas espaciais influenciaram a sociedade e a moda, assim como o movimento artístico art pop. Nesta mesma época surge o movimento da contracultura, onde os jovens buscavam uma vida underground, à margem do sistema oficial. A moda era cabelos longos, roupas coloridas, misticismo oriental, música e drogas. Os jovens foram às ruas protestar e a mulher conquistou o espaço na sociedade.

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