terça-feira, 31 de março de 2015

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Terninho para sempre

Eu amo um terninho, e você?
Desde a sua criação, os terninhos nunca mais saíram da moda. Tanto como uniforme de trabalho como roupa para passeio, o terninho assume várias padronagens e estilos, novos tecidos e cores.
Ele foi inspirado em uniformes militares. Passadas mais de cinco décadas desde sua criação, o terninho já não tem mais a cara de peça-adaptada-do-vestuário-masculino. Hoje ele expira feminilidade em padronagens delicadas e em cortes que valorizam as formas da mulher. "Sem dúvida é uma peça versátil e prática.
Foi a partir dos anos 60 que eles surgiram como coringa no guarda-roupa da mulher. Tal "milagre" ficou a cargo da estilista Coco Chanel, que tirou o excesso de tecido da peça, tornando-a mais sequinha, curtinha e acinturada. A mudança agradou as mulheres, que passaram a usá-lo de forma despretensiosa e divertida nos anos 70 (abusando de pantalonas e cintos largos), como uniforme de trabalho nos anos 80 (a ditadura dos "neutros", com cortes mais retos), e democrática nos anos 90 (a década em que o terninho saiu do ambiente de trabalho e chegou ao happy hour).
Os anos 80 foram a década dos grandes contrastes: um mundo do faz de conta e do supérfluo, mas simultaneamente um palco para numerosos produtos novos e para tendências criativas. Giogio Armani foi um dos grandes responsáveis pelo êxito da Moda Italiana nessa década. Com tecidos de aspecto amarrotado, mas elegante, Armani criou um estilo de genial simplicidade, que esbatia as diferenças entre o masculino e o feminino: a mulher Armani usava algumas peças de roupa que eram até então exclusivamente masculinas, como por exemplo o blazer, enquanto que na moda destinada aos homens havia uma maior escolha de cores e feitios. Mas o cartão de visita da casa Armani é sem dúvida, o clássico fato completo, que marcou tanto a moda feminina como a masculina.
Agora é a vez dos terninhos "desconjugados". Lição número um: a calça não precisa mais acompanhar a padronagem do blazer, que volta a ser curtinho - na altura do bumbum -, sequinho e com um ou dois botões.
Por muito tempo existiu um consenso de que terninhos precisavam compor um look combinado. O que se vê agora é a aposta em padronagens diferentes.
Esse afrouxamento de regra na cartilha da moda pode evitar até desastres em composições. "Um terninho de tweed é lindo e muito elegante. Mas não fica legal usar calça e blazer com essa mesma padronagem. O look torna-se cansativo e burocrático, quase 'jeca'", a troca por uma calça com corte de alfaiataria em tonalidade semelhante ou até mesmo um jeans já mudaria completamente o look.




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